He Yôkoso 「へ ようこそ」: Seja Bem-vindo!

Aqui iremos mostrar um pouco dessa cultura maravilhosa que encheu os olhos do resto do mundo com sua beleza , arte e sabedoria.

Viva Vida Oriental!

sábado, 4 de junho de 2011

Bonsai

Os primeiros bonsais foram cultivados pelos chineses há muitos milênios. Conta-se que na China primitiva os homens mais ricos e cultos afastavam-se das cidades para contemplar nas montanhas todos os fenômenos da natureza, buscando harmonia, contentamento e tranquilidade para o espírito. Durante suas perambulações, esses homens encontravam várias curiosidades e entre elas estavam as árvores anâs, cujas formas belas e exóticas os fascinavam de tal maneira que estees as tiravam de seu ambiente natural para replantá-las nos vasos de seus jardins particulares. No princípio, como encontradas em seu habitat, porém, lentamente, técnicas de aperfeiçoamento de suas formas, principalmente por meio da poda, foram evoluindo, chegando-se a moldar com as mãos o novo formato de uma árvore. Do ano 618 a 1280 a China viveu sua "Idade do Ouro", tornando-se o centro cultural de todo Oriente, atraindo embaixadores, sábios e mercadores dos países vizinhos. Entre estes povos estava o Japão, que imediatamente ficou encantado com a arte do bonsai, levando alguns poucos exemplares para sua terra. Aí também os mais abastados form os primeiros a poder ter e contemplar essas pequeninas árvores. Contudo, graças aos seus jardineiros, que aprimoraram ainda mais o cultivo do bonsai, com o uso de alporquias( Método de reprodução assexuada de plantas), não demorou muito para que todas as classes pudessem ter seus próprios vasos. A introdução do Bonsai no Ocidente aconteceu em 1909, durante uma exposição em Londres, onde a delegação japonesa expôs uma coleção denominada "Árvores Pigmeus". A partir daí, o interesse foi geral. Hoje, os bonsais estão presentes praticamente no mundo todo, causando ainda o mesmo fascínio de quando foram contemplados pela primeira vez.


Cuidados para se manter um bonsai
 
Uma árvore bonsai pode durar até mais de 300 anos e por isso mesmo ela jamais está pronta, requerendo um verdadeiro ritual de conhecimento e sensibilidade.


Embora se possa encontrar as mais diversas espécies de áres bonsais, as plantas mais indicadas são aquelas de folhas miúdas, entre elas: pyracantha, certas azaléias, coníferas, flamboyant, pinheirinho e sibipuruna. Sua muda deve ser vigorosa e sadia. O correto é deixá-la crescer normalmente por dois anos ou até que esteja a um palmo da terra.
Nessa fase, tira-se a planta do vaso e corta-se o broto e a ponta da raiz principal, assim como 1/3 do volume das raízes menores. Esta operação de ser feita o mais depressa possível, para evitar o ressecamento. É feito, então, o reenvasamento da planta. Para tanto, lava-se muito bem o vaso, colocando-se sobre ofuro de escoamento da água uma pequena tela e imediatamente alguns pedriscos, o que agirá como filtro, não deixando a tera escapar. Em seguida deve-se encher o vaso com uma mistura de 7 volumes de terra saibrosa ou preta, 2 volumes de areia com a mesma granulação, 3 volumes de humus e 1/4 de composto de calcário e farinha de osso, com pequenas quantidades de superfosfato e sulfato de potássio. Todos esses componentes devem ser peneirados secos e separadamente em três peneiras de tamanhos diferentes: na do tipo "café", "arroz" e "fubá", respectivamente. O pó retido na peneira do tipo "fubá", deve ser guardado para dar o acabamento superficial no arranjo. Uma vez cheio o vaso, misture bem os componentes com a ajuda de um "háchi" (pauzinho usado pelos orientais nas refeiçoes) para que haja uma consistência uniforme envolvendo todas as raízes. Essa mistura deve ser trocada de ano em ano nas plantas frutíferas quando jovens e a cada dois anos quando tiverem idade avançãda. Nas coníferas a troca deve ser feita de cinco em cinco anos.
Os adubos orgânicos devem ser aplicados no início da primavera em pequenas doses de quinze em quinze dias até o outono, contudo, a quantidade exata varia de acordo com as espécies.
As regras são feitas diariamente na parte da manhã, se necessário. uma dica para saber se a planta precisa de água é introduzir na terra um palito: se este sair limpo é porque ela necessita, se sair com fragmentos de terra é sinal de que não há necessidade. Use na água algumas gotas de ácido muriático para alimentar a planta com a quantidade de acidez correta.
As podas são necessárias tanto para evitar que a planta cresça como também para dar a forma que se deseja. Nas árvores que florescem na primavera a poda deve ser feita logo depois que as flores caem, retirando todas as folhas mortas. Nas que floresçem no outono, logo após o surgimento das flores, extirpando as folhas mortas. Sempre que podar um ramo, preste atenção antes na existência de gemas ao longo dos ramos que darão origem aos novos brotos. Veja se o local escolhido para fazer o corte será exatamente aquele que se quer que nasça novos ramos, pois é assim que se assegura a forma escolhida. Toda vez que se podar um galho, sua raiz também deverá ser podada para que se forme um sistema radicular sadio e volumoso.
Como para todo ser vegetal, a luz para o bonsai também é essencial. Uma árvore deve receber o sol da manhã, até no máximo meio-dia. Procure colocá-la sempre em áreas externas, porém se quiser mantê-las dentro de casa, deixe-a somente por três dias seguidos, compensando com um volume maior de água. Quanto à ação da chuva, não se preocupe, o bonsai pode receber chuva a vontade, sem prejudicar seu crescimento.
  
O equilíbrio harmonioso
 
 Um bonsai bem-tratado tem uma forma harmoniosa, equilibrada e aparenta a sua idade. Ele deve ser olhado de um único lado, pois só assim se tem a imagem real de sua estrutura perfeita. Sempre que possível, deixe-o com um perfil triangular, o tradicional "três pontas", que simboliza o céu, o homem e a terra. O tronco deve ser grosso, diminuindo suavemente até o ápice, com casca de textura equivalente a sua idade. Jamais os galhos principais inferiores devem obstuir vista do tronco, o qual é considerado elemento básico estrutural. Na parte inferior do tronco devem existir raízes grandes expostas e bem-distribuídas, formando, assim, uma base forte e segura, ajudando a realçar o aspecto da idade avançada. É muito importante que exista proporção no tamanho entre as partes do bonsai. As folhas, flores e frutos devem viver em harmonia permanente dentro do vaso.

Alguns tipos de Bonsai

Bonsai Bunjin – Literati


Bonsai Chokkan – Vertical formal


Bonsai Fukinagashi – Varrido pelo vento


Bonsai Han-Kengai – Semi-cascata


Bonsai Hokidachi – Vassoura


Bonsai Ishitsuki – Raízes sobre a rocha


Bonsai Kabudachi – Tronco múltiplo


Kengai – Cascata / Tronco Projectado Para Baixo / Da Borda da Bandeja


Bonsai Moyogi – Vertical informal


Bonsai Neagari – Raízes expostas


Bonsai Shakan – Inclinado


Bonsai Sokan – Tronco duplo


Bonsai Yose-Ue – Bosque ou floresta

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Yin Yang

Yin Yang é, na filosofia chinesa, uma representação do príncipio da dualidade de yin e yang, o conceito tem sua origem no Tao (ou Dao), base da filosofia e metafísica da cultura daquele país.

Princípios complementares
Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são:
  • Yang: o princípio ativo, diurno, luminoso, quente.
  • Yin: o princípio passivo, noturno, escuro, frio.
Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos.
Essas qualidades acima atribuídas a cada uma das dualidade são, não definições, mas analogias que exemplificam a expressão de cada um deles no mundo fenoménico. Os princípios em si mesmos estão implícitos em toda e qualquer manifestação.
Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre os dois princípios. Assim, referir-se a Yang como positivo apenas indica que ele é positivo quando comparado com Yin, que será negativo. Esta analogia é como a carga elétrica atribuída a protons e electrons: os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo.
O diagrama do Taiji simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico. Yang (branco) e Yin (preto) integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a interação destas forças.
A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da filosofia chinesa tradicional. Portanto, tudo que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang. O símbolo Taiji expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao Yin.
Desde os primeiros tempos, os dois polos arquetípicos da natureza foram representados pelo claro e pelo escuro, pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo.
O Yang, o poder criador era associado ao céu e ao Sol, enquanto o Yin corresponde à terra, ao receptivo, à Lua. O céu está acima e esta cheio de movimento. A terra - na antiga concepção geocêntrica - está em baixo e em repouso. Dessa forma, Yin passou a simbolizar o repouso, e Yang, o movimento. No reino do pensamento, Yin é a mente intuitiva, complexa, ao passo que Yang, é o intelecto, racional e claro. Yin é a tranquilidade contemplativa do sábio, Yang a vigorosa ação criativa do rei.
O Hotu representa a geração do Tai Chi a partir do vazio
Esse diagrama apresenta uma disposição simetrica do yin sombrio e do yang claro . A simetria, contudo não é estática. É uma simetria rotacional que sugere,de forma eloquente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a idéia de que toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente de seu oposto.

Qi "Energia Vital"

Qi, também grafado como ch'i (na romanização Wade-Giles) ou ki (na romanização do japonês), é um conceito fundamental da cultura tradicional chinesa.
O termo Qi pode ser associado de um modo bem amplo ao conceito ocidental de energia: diferentes ideogramas com este mesmo som representam em chinês a energia dos alimentos, do ar e a energia pré-natal.

O conceito de Qi
O significado etimológico do ideograma qi  na sua forma tradicional mais conhecida é uma imagem do “vapor subindo do arroz enquanto cozinha”. É frequentemente traduzido como "ar" ou "respiração", por exemplo, o termo chinês que significa "respiração" é tiānqì, ou a “respiração do céu”.
Concepções filosóficas do qi são encontradas desde o início da história registrada do pensamento chinês.
Referências ao Qi ou conceitos filosóficos semelhantes relativos a um tipo de energia metafísica que permeia e sustenta os seres vivos são encontradas em vários sistemas de crenças, presentes em culturas de todo o mundo, especialmente na Ásia.
Uma das mais importantes figuras da mitologia chinesa é Huang Di, ou o Imperador Amarelo. Ele é considerado um herói cultural que coletou e formalizou muito do que subseqüentemente se tornou conhecido como medicina tradicional chinesa. A compreensão do conceito de Qi é um fundamento desta forma de medicina tradicional.
Apesar do conceito de qi ser muito importante em diversas filosofias orientais, sua descrição é variada e inclui aspectos conflitantes entre as diferentes versões. Algo natural considerando-se os milhares de anos, os diversos países e grupos sociais que participam da elaboração desta tradição.
Uma questão significativa é a de se o qi existe como uma força separada da matéria, se o qi surge a partir da matéria ou se a matéria surge do qi.
Alguns budistas e taoistas são a favor do terceiro conceito, alguns budistas acreditam que a matéria é uma ilusão.
Os neoconfucionistas assumem outra posição: criticam a noção de que o qi exista separado da matéria, acreditam que o qi emerge das propriedades da mesma.
A maioria das teorias do qi como uma metáfora das propriedades físicas fundamentais do universo foram sistematizadas e promulgadas nos últimos milhares de anos pelos neoconfucionistas e transmitidas com o apoio das dinastias chinesas.

O Qi na Medicina Tradicional Chinesa

Teoria da Medicina Tradicional Chinesa afirma que o corpo tem padrões naturais de Qi que circulam por canais denominados meridianos em Português. Não é possível entender completamente o conceito de qi em Medicina Tradicional Chinesa sem compreender também o conceito de Yin e Yang, já que os teóricos da Medicina Tradicional Chinesa, como Zhang Zai (1020-1077 d.C) e Xun Kuang (313-238 a.C.), consideravam Qi como uma coisa material e imaterial ao mesmo tempo, e que tem capacidade de se manifestar de diferentes formas, dependendo apenas de sua tendência para Yin ou Yang.
Sintomas de diversas doenças são atribuídos a bloqueios, desequilíbrios e rupturas no movimento da energia vital através dos meridianos, assim como às deficiências e desequilíbrios do Qi nos vários órgãos e vísceras Zang Fu.
A Medicina Tradicional Chinesa geralmente procura aliviar estes desequilíbrios ajustando a circulação do Qi no corpo empregando diversas técnicas terapêuticas, por exemplo:
  • a tratamentos com medicamentos a base de ervas;
  • a alimentação baseada na Teoria dos Cinco Elementos;
  • os treinamentos físicos como o qigong, o Tai Chi Chuan e outras artes marciais que incluem o conceito de Chi entre seus princípios filosóficos e o trabalham tanto para a autodefesa como para assegurar a saúde;
  • a massagem Tui Na como método efetivo para desfazer bloqueios e revigorar o paciente;
  • e a Acupuntura, como método para redirecionar ou equilibrar o qi através de finas agulhas de metal inseridas na pele.

O Qi nas artes marciais

Qi é um conceito fundamental compartilhado por diversas artes marciais de origem oriental, é destacado especialmente nas artes marciais internas (Neijia) de origem chinesa, que incluem entre outras o Tai Chi Chuan.
Prática de Tai Chi Chuan em Shanghai.
É também um dos fundamentos básicos das práticas de Qigong, treinamentos de origem chinesa para ampliar a energia vital que também são praticados fora do contexto das artes marciais como métodos para manter e recuperar a saúde.
No contexto das artes marciais internas a existência do Qi normalmente não é questionada, é tratada como um fenômeno que pode ser experienciado e testado por aqueles que se dedicam a estes treinamentos.
A prática é considerada fundamental para desenvolver a compreensão do Qi, é considerado um fenômeno que não pode ser explicado apenas através de palavras.
Por exemplo, nas artes marciais japonesas, o Ki é desenvolvido especialmente no Aikido e recebe um destaque especial no Ki-Aikido através de exercícios que têm como objetivo desenvolver o Qi dos alunos.
São realizados testes como o do braço que não pode ser dobrado, onde um aluno mantém um braço esticado à sua frente enquanto outro aluno procura dobrá-lo. Se o primeiro aluno tenta usar apenas a força muscular para manter seu braço estendido, ele logo se cansa e o braço é dobrado.
Entretanto, se o aluno relaxa e estende seu Qi o braço se torna muito difícil de dobrar, para dobrá-lo o parceiro também precisa relaxar e usar o seu próprio Qi. No contexto desta arte é evidente que alunos mais graduados têm um Qi mais desenvolvido.
Existem mestres de qigong que alegam ser capazes de manipular seus adversários a distância através do Qi. Muitos praticantes de artes marciais duvidam da veracidade de tais demonstrações. Uma história clássica é a de dois oponentes que se cumprimentam antes de uma luta, sentindo seus respectivos Qi, assim o que tinha a energia mais fraca desiste da luta sem que se tenha trocado qualquer golpe.
Algumas escolas também atribuem a este conceito um aspecto metafísico ou espiritual (que em alguns contextos assume também um caráter religioso). O local de origem a partir de onde o Qi circula pelo corpo do seria uma área no abdomen, denominada Dantian/Tan tien (significa em chinês campo de cultivo), esta área é também conhecida comoponto um no Ki-Aikido. O conceito de Qi é por vezes expandido para incluir também a energia exterior que vêm do Céu e da Terra, Ching Sheng Li.
Os princípios biológicos e físicos que garantem os resultados destas práticas começam a ser estudados atualmente, como explicação inicial pode ser considerada uma combinação dos seguintes aspectos: poderosas técnicas de visualização; relaxamento absoluto, que pode afetar a maneira como os músculos funcionam; adequação da postura corporal; eficácia da respiração ampliada; efeitos sutis sobre o sistema nervoso; e também desenvolvimento da capacidade de afetar a mente do parceiro /adversário.

O Qi como tema da ficção

O conceito de Qi é usado com frequência nas novelas chinesas de ficção relacionadas ao universo das artes marciais (wushu), denominadas em chinês wuxia. Um personagem característico é o mestre de kung fu que adquire controle do qi ao ponto de poder dominar e alterar as forças da natureza. Estes personagens penetraram o inconsciente ocidental através dos filmes de arte marcial, como O Tigre e o dragão ou Herói.
Os animês, desenhos animados de origem japonesa e os mangás, histórias em quadrinho produzidas no Japão, também trazem muitos personagens com poderes derivados do aprendizado sobre o fortalecimento do Qi. Podemos encontrar vários exemplos em Dragon ball, Street fighter, Shurato, The king of fighters e Cavaleiros do zodíaco, onde os personagens principais desenvolvem sua capacidade de mobilizar o Qi através de treinamentos físicos, meditação e do exercício da compaixão. Em Hunter × hunter, é citada uma forma de energia chamada Nen, que representa um tipo de Qi.
Muitos apontam as semelhanças entre o conceito de Qi e a "força" dos cavaleiros jedi da série de filmes Guerra nas estrelas (Star wars) e sugerem que o produtor George Lucas pode ter se apropriado do conceito a partir do filme Kakushi toride no san akunin, obra-prima de Akira Kurosawa realizada em 1958.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Anime

Anime, animê ou animé (em japonês: アニメ anime, literalmente, desenho(s) animado(s)) é qualquer animação produzida no Japão. A palavra anime tem significados diferentes para os japoneses e para os ocidentais. Para os japoneses, anime é tudo o que seja desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional. Para os ocidentais, anime é todo o desenho animado que venha do Japão. A origem da palavra é controversa, podendo vir da palavra inglesa animation ("animação") ou da palavra francesa animée ("animado"), versão defendida por pesquisadores como Frederik L Schodt e Alfons Moliné. Ao contrário do que muitos pensam, o animê não é um género, mas um meio, e no Japão produzem-se filmes animados com conteúdos variados, dentro de todos os géneros possíveis e imagináveis (comédia, terror, drama, ficção científica, etc.).
Uma boa parte dos animes possui sua versão em mangá, os quadrinhos japoneses. Os animes e os mangás se destacam principalmente por seus olhos geralmente muito grandes, muito bem definidos, redondos ou rasgados, cheios de brilho e muitas vezes com cores chamativas, para que, desta forma, possam conferir mais emoção aos seus personagens. Animes podem ter o formato de séries para a televisão, filmes ou OVAs.

História

Com a ocupação dos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial, muitos artistas japoneses tiveram contato com a cultura ocidental e, influenciados pela cultura pop dos Estados Unidos, desenhistas em início de carreira começaram a conhecer os quadrinhos e desenhos animados na sua forma moderna. Havia negociantes que contrabandeavam rolos de filmes americanos, desenhos da Disney e outros.
Entre os principais artistas que se envolveram com a tal arte, estavam Osamu Tezuka, Shotaro Ishinomori e Leiji Matsumoto. Estes três jovens, mais tarde, foram consagrados no mercado de mangá. Na década de 1950, influenciados pela mídia que vinha do Ocidente, diversos artistas e estúdios começaram a desenvolver projetos de animação experimental.
Na época em que o mangá reinava como mídia nasceram os pioneiros animes de sucesso: Hakujaden (A Lenda da Serpente Branca) estreou em 22 de outubro de 1958, primeira produção lançada em circuito comercial da Toei Animation, divisão de animação da Toei Company e Manga Calendar, o primeiro animê especialmente feito para televisão, veiculado pela emissora TBS com produção do estúdio Otogi em 25 de junho de 1962, que teve duração de dois anos.
Logo em seguida, em 1 de janeiro de 1963, foi lançado Astro Boy, baseado no mangá de Osamu Tezuka, já com a estética de personagens de olhos grandes e cabelos espetados vinda da versão impressa. Astro Boy acabou tornando-se o propulsor da maior indústria de animação do mundo, conquistando também o público dos Estados Unidos. Tezuka era um ídolo no Japão e sua popularidade lhe proporcionou recursos para investir em sua própria produtora, a Mushi Productions. Outras produtoras investiram nesse novo setor e nasceram clássicos do anime como Oitavo Homem (Eight Man), Super Dínamo (Paa Man), mas ainda com precariedade e contando com poucos recursos, diferente das animações americanas.
Em 1967, surgiram quatro filmes e catorze séries animadas no Japão, entre elas A Princesa e o Cavaleiro, Fantomas e Speed Racer, o primeiro com grande projeção internacional
Animês infantis, infanto-juvenis femininos e sobre robôs gigantes acompanharam o crescimento do número de séries semanais durante a década de 1970. Na época, a Tatsunoko Production, criadora de Speed Racer, lançou um título de sucesso chamado Gatchaman (no Ocidente, Battle of the Planets).

Características:
Os animes apresentam características bastante distintas, como o uso de uma direção de arte ágil, enquadramentos ousados e a abordagem de temas variados, como ficção científica, aventura, terror, infantil e romance. É bastante comum, mesmo nas produções infantis, encontrar situações de humor adultas.
Há também na animação japonesa grande presença de personagens bem-humorados, mesmo que alguns tenham uma conotação homossexual. As duas características são reflexos da cultura japonesa, onde não há muita distinção entre homossexuais e heterosexuais, mas fora deste contexto, como no Ocidente, essas ações acabam por ser muitas vezes mal interpretadas, levando em muitos casos à censura e adaptação de personagens.
Em muitas produções pode-se conferir caracterizações exageradas de sinais visíveis de sentimentos, como:
  • gota de água que aparece do lado do rosto do personagem representando constrangimento;
  • diminuição súbita do personagem representando vergonha ou medo;
  • nervos estilizados, dentes ou chifres aparecendo repentinamente nos personagens representando raiva ou maldade.
A voz também é um elemento muito importante num personagem. Elas são selecionadas de acordo com a personalidade dos personagens. Vozes muito poderosas, infantis, estridentes, harmoniosas ou cavernosas fazem parte do universo de qualquer anime, e os dubladores ou seiyu são alvos da admiração de muitos fãs.

Formatos:
No Japão, os animes são lançados em três formatos:
  • Série de televisão: transmitido pela televisão aberta ou paga, e geralmente, com o fim da série há o lançamento do DVD ou VHS. Comparado com filmes e OVAs, a qualidade da imagem pode ser muito menor por ter um orçamento distribuído em um grande número de episódios. Muitos títulos apresentam 13 ou 26 episódios com duração de 23 minutos. Na maioria das vezes, possuem créditos iniciais e finais, cenas curtas que anunciam o início e o fim do intervalo comercial e prévia do episódio seguinte.
  • Filme: exibidos em cinemas e, mais tarde, lançados em DVD, ou, em alguns casos, em canais pagos. Geralmente apresentam a qualidade de vídeo e o orçamento mais alto. Muitos animes são unicamente lançados em filmes. No entanto, há casos em que os filmes são na verdade uma edição minimizada da série de televisão.
  • OVA ou OAV (sigla de Original Video Animation): é o anime produzido para ser vendido em DVD e VHS e não para ser exibido na tevê como uma série. Assim como filme, depois de algum tempo, o OVA pode passar em canal fechado também. Normalmente são mais curtos que os filmes e possuem mais de um episódio.
Influência:
O estilo dos animes já influencia a cultura ocidental e está presente também além desta. Por exemplo, a grife Cavalera já lançou uma coleção com alguns personagens clássicos, influências orientais e até mesmo citações de yaoi.
A dupla Daft Punk produziu em parceria com Leiji Matsumoto e Kazuhisa Takenochi, animadores profissionais do Japão (que já fizeram animes como Digimon e Sailor Moon) o filme Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem. A banda norte-americana Linkin Park também já fez referência a clássicos da animação japonesa como Gundam, além de ter todo um videoclipe, Breaking The Habit, produzido usando a técnica do anime. Por sua vez, Madonna criou um bloco inteiro dedicado ao mundo oriental em sua turnê Drowned World Tour. Em uma das canções são mostrados alguns animes hentai (pornográficos) nos telões da apresentação de 2001 da estrela. Além disso, em seu clipe, Jump (situado em Tóquio), a cantora ainda parece se fantasiar de Mello, personagem de Death Note. O Gorillaz e o Daft Punk foram outras bandas que utilizaram animes em seus clipes. Pode-se citar, Britney Spears, com o clipe Break The Ice, todo produzido no estilo anime. E, por fim, a banda Os Seminovos produziram o clipe da música Ela é otaku, com bastantes imagens de animes conhecidos, disponível no YouTube.
Animações japonesas já receberam ou foram indicadas a vários prêmios internacionais. Sen to Chihiro no Kamikakushi recebeu o Oscar de melhor filme de animação em 2003 e 35 outros prêmios. Nesse mesmo ano, o curta-metragem Atama Yama, de Koji Yamamura, recebeu o grande prêmio do Festival Internacional de Animação de Annecy na França e do Filmfest de Dresden, na Alemanha, além de ser indicado ao Oscar de melhor curta de animação. Esse mesmo prêmio foi recedido em 2009 a Kunio Kato por Tsumiki no ie.

Pioneiros:
Em 1906 aparece o primeiro filme de animação, "Humorous Phases of funny face", do produtor americano James Stuart Blackton. Em 1907 se fez a primeira produção de animação japonesa, em onde sai um menino marinheiro. Em 1908 aparece na França "Fantasmagorie", do desenhista Emile Cohl e produzida por Gaumont. Este tipo de filmes de animação chega nos cinemas japoneses para 1910. Entre 1914 e 1917 se exibiram aproximadamente 93 filmes de animação estrangeiros, sendo as americanas as de maior popularidade. Ante tal fenômeno, os produtores japoneses começaram a plantear-se a realização de cinema de animação nacional.
A história do cinema de animação japonês começa efetivamente em 1917 graças aos trabalhos destes três pioneiros, mas não se conserva cópia de nenhuma destes filmes por isso se desconhecem outros dados. A de Kouchi foi a mais elogiada delas pelas críticas da época, sendo além disso a primeira a rodar-se, mesmo que se estreasse depois dos outros dois. Em Março de 2008, foi encontrado em uma loja de antiguidades dos curtas de animação pioneiros: Namakura Gatana de 1917 e Urashima Tarō de 1918. Shimokawa chegou em realizar cinco filmes de animação, mas devido à sobreexposición ao reflexo luminoso que comportava o processo, seus olhos experimentavam grande cansaço, por isso decidiu abandonar este trabalho e voltar a desenhar mangá. Kouchi também se apartou do cinema de animação após realizar quatro filmes, mas depois voltaria temporariamente a este campo devido a que personalidades da esfera política lhe encarregaram curtos de propaganda. Pelo contrário, Kitayama, se dedicou plenamente à realização de filmes de animação. Começou empregando como ajudantes a jovens aspirantes a pintores, aos que ensinava as técnicas do desenho animado. Kitayama, que em 1917 chegou em realizar até dez filmes, apresenta esse mesmo ano um filme baseada no personagem infantil Momotaro, que consegue exportar à França, convertendo-se no primeiro produto de animação japonesa que chega em ocidente. Kitayama cria seus próprios estudos de cinema em 1921 mas o Grande terremoto de Kanto de 1923 destruirá suas instalações de Tokyo, por isso decide mudar-se para Osaka.
Ali se aparta dos desenhos animados para dedicar-se a rodar documentários informativos para uma empresa de notícias local. Não obstante, a grande importância do trabalho de Kitayama residirá em haver ensinado as técnicas da animação a uma série de jovens que prosseguirão o trabalho que ele começou.
Um destes foi Sanae Yamamoto, (cujo nome original era Zenjiro Yamamoto). Era um aspirante a pintor que acudiu a trabalhar aos estudos de Kitayama, onde ficou fascinado pelo mundo do desenho animado. Ao ir-se seu professor de Tokyo, Yamamoto decide independentizar-se e formar seus próprios estudos de animação. Em 1925 realiza Ubasute yama (A montanha onde se abandona aos velhos), que tem como tema o respeito e cuidado dos idosos. Consegue o patrocínio da Secretaria de Educação para uma série de filmes de animação de corte educativo, e entre suas obras mais representativas se encontram Usagi to Kame (O coelho e a tartaruga, 1924) e Nippon ichi no Momotaro (Taro Pêssego, o número 1 do Japão, 1928).
Também desta época é Shiobara Tasuke, dirigida por Hakuzan Kimura. Este trabalhava pintando murais de anúncio para as salas cinematográficas, mas muda sua profissão para dedicar-se aos desenhos animados, destacando em breve pelas suas histórias de samuráis. Em 1932 roda o primeiro filme erótica da animação japonesa, Suzumi-Bune (O passeio noturno em navio), que lhe custa ser detido pela polícia, que além disso confisca o filme. Kimura, indivíduo do qual se desconhecem muitas coisas, entre elas as datas de nascimento e morte, se retirará depois deste incidente. Existem rumores que uma cópia foi vendida ilegalmente ao estrangeiro, mas em qualquer caso Suzumi-Bune se transformou em um filme fantasma, impossível de ver. Aparentemente se tratava de uma transferência à tela do mundo erótico criado pelos artistas do Ukiyo-e do período Edo.
Outro discípulo dos pioneiros (neste caso de Sumikazu Kouchi) foi Noburo Ofuji, que começou a produção de desenhos animados graças à ajuda econômica de sua irmã maior, Yae, sendo seu primeiro filme Baguda-jo no tozoku (O ladrão do castelo de Baguda, 1926). Como material de trabalho utilizava o tradicional papel Chiyo, popular desde o período Edo, mas suas cores não puderam ser recolhidos pela fotografia em branco e preto da época. Ofuchi também realizou vários filmes de animação com silhuetas, como foi o caso de Kujira (A baleia, 1927), cujas imagens fez acompanhar com a música da ópera Guillermo Tell de Rossini. Ofuchi dedicou muito tempo a estudar a possibilidade do cinema sonoro e em cor, e graças à ajuda de sua irmã, conseguiu realizar quase todos seus filmes praticamente só.
Em 1923, ano do Grande terremoto de Kanto, Yasuji Murata ingressa na recém formada Yokohama Cinema Shokai, em princípio dedicada à importação de filmes estrangeiros. Murata começa a trabalhar ali pintando esporadicamente murais de filmes para os cinemas, mas o presidente da companhia lhe contrata como empregado fixo ao ver seu talento para o desenho. Murata também escrevia os rótulos para os filmes estrangeiros da companhia, mas, impressionado pelos filmes de animação de John Randolph Bray que aquela importava, propõe a seu presidente a produção própria de fitas similares. Autodidata da matéria, Murata escolhe uma popular história infantil para sua primeira realização, Saru Kani gassen (A batalha do macaco e o caranguejo, 1927). Desde então até que deixa a companhia em 1937, Murata roda cerca de 30 filmes de desenhos animados, a maioria de corte educativo.

Avanços Técnicos:
Normalmente o trabalho de animação era muito laborioso. A empresa Yokohama Cinema Shokai se antecipou a seus competidores ao comprar uma nova câmara de motor automático que não requeria movimentar uma manivela, o qual permitia acelerar o trabalho. O primeiro filme rodada com esta câmara será Kaeru wa kaeru (Uma rã é uma rã, 1929), encarregada novamente a Yasuji Murata.
Para o cinema de animação, o celulóide é um material indispensável, mas no Japão não se fabricava. O celulóide começou a distribuirse com profusão nos Estados Unidos no final de 1914 com os trabalhos de Earl Hurd, quem além disso o patenteou. Como produto de importação, o celulóide era muito caro no Japão, por isso no seu lugar se empregava uma espécie de cartolina sobre a qual se desenhavam as personagens, que depois se recortavam e fotografavam (sistema chamado cut out).Murata era um professor desta técnica e não tinha nada que invejar a seus competidores que usavam celulóide. Como título mais representativo de animação por cut out destaca seu Tsuki no miya no Ojo sama (A rainha do Castelo da Lua, 1934).
O primeiro a utilizar no Japão o tão prezado celulóide para o cinema de animação foi Kenzo Masaoka, nascido em uma família endinheirada de Osaka. Após estudar desenho em uma Escola de Artes, inicialmente entra no mundo do cinema como ator, abandonando logo depois em favor da realização de desenhos animados. Seu primeiro filme foi Nansensu monogatari Sarugashima (A absurda história da ilha dos macacos, 1930), sobre um rapaz criado por um macaco. Masaoka realizou também o primeiro filme de animação sonora, Chikara to onna no yo no naka (As mulheres e a força movimentam o mundo, 1932), onde utiliza parcialmente o ainda caro celulóide. Masaoka não poupou despesas para aumentar a qualidade de seus filmes, e assim a partir de Chagama ondo (O ritmo da chaleira, 1934) empregará o celulóide para o total de suas obras. Outro de seus títulos, Mori no yosei (A fada da floresta, 1935), recebeu elogios de seus colegas no mundo da animação e foi comparado aos curtas Silly Symphonies de Walt Disney.
Enquanto que a maioria dos cineastas contemporâneos se dedicavam a fazer filmes de propaganda bélica para o exército nacional, Masaoka realizará durante a guerra uma obra de grande poesia que fará esquecer as penúrias da época e que ficará para a posteridade do gênero, Kumo to churippu (A tulipa e a aranha, 1944). De suas fitas de pós-guerra, a mais representativa será Sute neko Tora-chan (Tora, o gato abandonado, 1947), sobre uma gata que decide criar a um gatito que foi abandonado. Masaoka, por haver sido o primeiro a introduzir o celulóide nos desenhos animados e o primeiro também em realizar um filme sonora desta modalidade, foi chamado o pai da animação japonesa e é respeitado como tal.


II Guerra Mundial:
Em 1933, Mitsuyo Catedral é contratado pelos estudos de Kenzo Masaoka. Catedral era um desenhista que destacou em breve pela grande rapidez com que realizava seu trabalho, que foi decisiva na anteriormente citada Chikara to onna no yo no naka. Catedral, que aprendeu a técnica de sonorização de Masaoka, em breve se independizó. Seu primeiro filme foi Osaru Sankichi. Bokusen (Sankichi o macaco. Defesa antiaérea, 1933), que recebeu muito boas críticas.
No dia 7 de dezembro de 1941 o Japão ataca a base norte-americana de Pearl Harbour, começando sua participação na II Guerra Mundial. Então, a Armada Imperial encarrega a Catedral um filme de propaganda que realce os sucessos militares do Japão de cara aos mais jovens. Assim, com uma equipe de cinco pessoas, Catedral realiza o filme de desenhos animados Momotaro no umiwashi (As águias marínas de Taro pêssego, 1942), de 37 minutos de duração, que apesar de seu descarado caráter propagandístico, teve grande sucesso entre o público infantil. Foi protagonizada pelo personagem dos contos infantis Momotaro, que aqui é o capitão de um porta-aviões, enquanto cachorros, macacos e perdizes serão os pilotos de aviação. A frota inimiga vem dirigida por um personagem de grande parecido com Brutus, antagonista de Popeye, que aqui corre de um lado para outro fugindo dos ataques japoneses.

Sudoku

Kids Sudoku
Nível Básico
Nível Avançado

Sudoku, por vezes escrito Su Doku, (em japonês: 数独, sūdoku) é um quebra-cabeça baseado na colocação lógica de números. O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada uma das células vazias numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais, que são números inseridos em algumas células, de maneira a permitir uma indução ou dedução dos números em células que estejam vazias. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo. Os problemas são normalmente classificados em relação à sua realização. O aspecto do Sudoku lembra outros quebra-cabeças de jornal.
As primeiras publicações do sudoku ocorreram nos Estados Unidos no final dos anos 1970 na revista norte-americana Math Puzzles and Logic Problems, da editora Dell Magazines, especializada em desafios e quebra-cabeças. A editora deu ao jogo o nome de Number Place, que é usado até hoje nos Estados Unidos.

Em 1984, a Nikoli, maior empresa japonesa de quebra-cabeças, descobriu o jogo e decidiu levá-lo aquele país. O nome Sudoku é a abreviação japonesa para a longa frase,suuji wa dokushin ni kagiru (数字は独身に限る) que significa os dígitos devem permanecer únicos; e é uma marca registrada da Nikoli. Em japonês a palavra é pronunciada [sɯːdokɯ], em português pronuncia-se sudoku. Em 1986, depois de alguns aperfeiçoamentos no nível de dificuldade e na distribuição dos números, o sudoku tornou-se um dos jogos mais vendidos do Japão, onde os jogos numéricos são mais populares que palavras-cruzadas e caça-palavras, que não funcionam muito bem na língua japonesa. Outras editoras japonesas que lançaram o produto referem-se ao jogo como colocando os números, ou como "Nanpure". Algumas editoras não japonesas soletram o título como "Su Doku".

No Brasil, o Sudoku é publicado pelas Revistas Coquetel (Ediouro) desde o início de 2005. Em Portugal, ele começou a ser publicado em Maio de 2005 pelo jornal Público e actualmente já existem muitas publicações portuguesas de formato bolso, como é o caso do Extreme Sudokus da Editora Momentos de Relax ou Super Sudokus da Editora JEA. Estão disponíveis no mercado brasileiro duas opções. A revista Sudoku (tamanho grande) e Sudoku de bolso, em formato mais portátil. Foi criado no seculo XVIII por Leonard Euler(lê-se Oilér)
A atração do jogo é que as regras são simples, contudo, a linha de raciocínio requerida para alcançar a solução pode ser complexa. O Sudoku é recomendado por alguns educadores como um exercício para o pensamento lógico. O nível de dificuldade pode ser selecionado para combinar com o público. Existem diversas fontes na Internet não ligadas a editoras que disponibilizam os jogos gratuitamente. A maioria das publicações classifica seus enigmas do Sudoku em quatro níveis de dificuldade, embora, devido a sua subjetividade, os pontos reais de corte dos níveis e inclusive os nomes dos níveis possam variar amplamente. Tipicamente, os títulos de alguns jogos são classificados de "fácil", "intermediário", "difícil", e "desafiador".

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Origami

   Origami éa arte tradicional japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel. O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que no entanto podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes. Ao contrário da crença popular, o origami tradicional japonês, que é praticado desde o Período Edo (1603-1897), frequentemente foi menos rígido com essas convenções, permitindo até mesmo o corte do papel durante a criação do desenho, ou o uso de outras formas de papel que não a quadrada (rectangular, circular, etc.).

   O papel surgiu na China, em 105 a.C. para substituir a seda que era usada para escrever. T´Sai Lun (administrador do palácio do imperador chinês) foi o responsável por essa descoberta, ele misturou panos, redes de pesca e cascas de árvores. No império chinês essa técnica virou segredo e foi guardada por muito tempo. Somente no século VI ela chegou ao Japão, por intermédio dos monges budistas chineses, mas só a nobreza tinha acesso, pois era considerado um artigo de luxo, usado em moldes de quimonos e em festas religiosas (Shino).

O origami foi introduzido nessas festas:

Nos casamentos eram feito copos de vinho tinto, dobrados em papel, com borboletas, representando a união dos noivos;
Os diplomas eram dobrados de maneira especial, e se abertos não podiam voltar a ser fechados sem que fossem feitas novas dobras;
Os samurais se presenteavam com o “Noshi”, que são pedaços de papel dobrados em forma de leque, amarrados com tiras de carne seca.
   Entre 1338 e 1576 o papel se tornou mais acessível e os adornos usados distinguiam as classes sociais. As figuras criadas eram passadas, oralmente, de mãe para filha e somente as dobraduras mais simples eram trabalhadas.
   No Japão o sapo representa o amor e a fertilidade; a tartaruga, a longevidade e o tsuru (ave-símbolo do Origami), também conhecido como grou ou cegonha, significa boa sorte, felicidade e saúde.
   Na Espanha a arte de dobrar papel chegou com os Mouros, do Norte da África, no século VIII, mas só eram criadas figuras geométricas porque a religião proibia a criação de formas animais. Da Espanha, entrou na Europa com as rotas comerciais marítimas e tempos depois chegou aos Estados Unidos.
   Reza a lenda que quem fizer mil tsurus, desejando algo, terá sucesso.

Modo de Fazer - Origami







Borboleta




Estrela

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Kanji

Os kanji (漢字) são caracteres da língua japonesa com origem de caracteres chineses, da época da Dinastia Han, que se utilizam para escrever japonês junto com os caracteres silabários katakana e hiragana.
No Brasil, kanji, também é sinónimo de ideograma. Devido ao imenso e variável número de kanji's, o ministério da educação japonês definiu, a 10 de Outubro de 1981, a jōyō kanji, uma lista de 1945 kanji oficiais, distribuídos por ordem de traços, de 1 até 23.



História

Há algumas discordâncias sobre como os caracteres chineses chegaram ao Japão, mas é geralmente aceito que monges Budistas, ao voltar para o Japão, trouxeram consigo textos chineses por volta do século V. Esses textos estavam na língua chinesa, e num primeiro momento teriam sido lidos como tal. Com o passar do tempo, porém, um sistema conhecido como kanbun (漢文) foi desenvolvido; ele essencialmente usava sinais diacríticos nos textos Chineses para possibilitar aos falantes do japonês lê-los de acordo com as regras da gramática japonesa. A língua japonesa não possuía forma escrita naquele tempo. Surgiu um sistema de escrita chamado man'yogana que usava um limitado número de caracteres chineses baseados em sua pronúncia, ao invés de seu significado. Man'yõgana escrito em estilo curvilínio se tornou hiragana, um sistema de escrita que era acessível às mulheres (que na época não recebiam educação superior). O silabário katakana emergiu por um caminho paralelo: estudantes de monastério simplificaram man'yõgana a um único elemento constituinte. Desta forma os dois outros sistemas de escrita, hiragana e katakana, referidos coletivamente como "kana", são, na verdade, provenientes de kanjis.


Caracteres chineses: Diferenças japonês-chinês


Os caracteres tradicionais e simplificados

O nome Kanji é derivado do chinês, e significa "caracteres da dinastia Han", durante o qual a escrita chinesa e o primeiro dicionário de caracteres unificados (o Jiezi Shuowen) foi criado.
Embora os caracteres kanji são formados a partir destes, dois não são idênticos.
  • Por um lado não foram adquiridos todos os caracteres, por outro lado, alguns caracteres, os Kokuji assim chamados, foram desenvolvidos no Japão.
  • Os caracteres chineses foram simplificados na China e Japão ao longo dos anos, mais recentemente, 1947 As simplificações não foram, no entanto, de modo que toda uma série de caracteres estão agora disponíveis em três variantes, como caracteres (Taiwan, Hong Kong, Coréia), (China, Singapura) e uma versão japonesa (Shinjitai).
  • A pronúncia é diferente.
  • Enquanto no chinês todas as palavras e partículas gramaticais e as palavras estrangeiras são escritas com caracteres chineses, são escritas somente em japonês elementos significativos, como substantivos e da raiz de verbos e adjetivos em kanji, seguidos de terminações em hiragana (para tornar o kanji radical em verbo, adjetivos, advérbios; ou somente o uso do hiragana, no que diz respeito as partículas mais variadas; além do uso do katakana para nomes estrangeiros e onomatopéias.
 Ideogramas

Os kanjis são ideogramas que expressam coisas concretas e abstratas, através de radicais (partes indivisíveis dos kanjis) que dão idéias que somadas formam a palavra (ás vezes o radical é o próprio kanji, ou a palavra é formada por mais de um kanji). Há três tipos de kanjis:
Pictográficos: São desenhos de objetos e fenômenos do cotidiano. Exemplos:
  • 火 (fogo. A lenha em chamas levantando labaredas para o alto)
  • 日 (sol. O traço do meio representa a estrela em si, e o quadrado ladeador, seu brilho)
  • 月 (lua. A esfera manchada com a parte esquerda oculta pela sombra)
  • 川 (rio. Os traços ilustram as curvas formadas pela correnteza)
  • 雨 (chuva. Gotas caem do alto)
  • 人 (pessoa. Pernas abertas)
  • 木 (árvore. Evidencia a árvore e suas principais ramificações)
  • 鳥 (pássaro. Está de perfil, a cabeça tem uma pluma rebelde e está voltada para esquerda. abaixo, a asa seguida das garras)
  • 馬 (cavalo. De perfil, seu pescoço e cabeça voltados para esquerda. Traços horizontais formam a crina. e os inferiores suas patas)
  • 龍 (dragão. Do lado esquerdo temos sua face. A partir da padronização de caligrafia reisho (隸書) em diante (sem passar para as formas cursivas), sua boca e bigode se assemelham com o radicais "lua" ou "carne", mas não o são, porque este kanji é um radical po si só. No Japão, foi substituído por 竜 mas ainda é razoavelmente utilizado.)

Ideográficos: Representam o abstrato (sentimentos, idéias, números, etc.) Exemplos:
  • 一 (um. um traço horizontal simboliza a "unidade")
  • 二 (dois. dois traços, duas unidades)
  • 三 (três traços, três unidades)
  • 上 (em cima/superior. O traço menor está acima da superfície)
  • 下 (embaixo/inferior. O traço menor está abaixo da superfície)

Complexos: Existem dois tipos
1. Formados por radicais que juntos formam uma nova idéia. Exemplos
  • 明 (claridade. É formado pela combinação dos radicais 日(sol) e 月(lua)
  • 林 (bosque. É composto de dois radicais 木(árvore)
  • 森 (floresta. É formado por três radicais 木(árvore)
  • 男 (homem. É representado como "a força (力) dos campos de arroz (田)"
  • 休 (descansar. A pessoa (人) numa árvore (木), relaxando.)
  • 好 (gostar. É o que a mulher (女) sente pelo filho (子)
  • 四 (quatro. Uma "caixa" 囗 com os "membros humanos" (儿) que são quatro.)

2. Um radical fornece o sentido, e outro a pronúncia (na maioria das vezes on-yomi). Exemplos:
  • 銅 (Cobre. O radical 金 significa "metal", enquanto "igual" (同) fornece a pronúncia on-yomi "dou")
  • 聞 (Ouvir, perguntar. O radical "orelha" (耳) dá o sentido, e "portão" (門) a pronúncia on-yomi "mon"
  • 姓 (sobrenome. É composto pelos radicais "vida"(生 - definidor da pronúncia on-yomi "sei") e "mulher"(女)


 Okurigana

(送り仮名, literalmente "letras acompanhantes") são kanas que seguem o kanji na escrita de palavras japonesas. É usado geralmente para flexionar um adjetivo ou verbo, com o okurigana indicando o tempo do verbo (passado ou presente/futuro), dando um significado afirmativo/negativo, agregando um nível de cortesia, etc. Atualmente o okurigana se escreve com hiragana; antigamente, o katakana era usado em seu lugar. Por exemplo, o kanji 食 significa comer/comida, assim como o radical português com-. Isso é insuficiente, necessitando de uma terminação que dará o sentido. Por tanto, o verbo comer é escrito com a terminação "beru" 食べる (taberu), assim como em português, o prefixo com- necessita de "-er" para formar o verbo.


Leituras

Devido à maneira que os caracteres kanji foram adotados no Japão, um único kanji pode ser usado para escrever uma ou mais palavras diferentes (ou, na maioria dos casos, morfemas). Pelo ponto de vista do leitor, é dito que os kanjis apresentam uma ou mais "leituras" diferentes. A escolha da leitura depende do contexto, significado pretendido, uso em compostos, e até a localização na frase. Alguns kanjis apresentam 10 ou mais leituras possíveis. Essas leituras são normalmente categorizadas como "on'yomi" ou "kun'yomi".

"On'yomi" (leitura chinesa)

"On'yomi" (音読み), a leitura sino-japonesa, é uma aproximação da pronúncia Chinesa do caractere na época em que ele foi introduzido no Japão. Alguns kanjis foram introduzidos várias vezes em épocas diferentes e a partir de distintas regiões da China, por isso temos múltiplos "on'yomi" e às vezes múltiplos significados. Normalmente não iria se esperar que kanjis inventados no Japão tivessem uma leitura "on", mas há exceções, como o caractere 働 'trabalhar', que apresenta o kun'yomi "hataraku" e o on'yomi dõ, e 腺 'glândula', que tem somente o on'yomi
A leitura on'yomi ocorre principalmente em palavras compostas de múltiplos kanjis (熟語 jukugo), muitas das quais são o resultado da adoção (juntamente com o próprio kanji) de palavras Chinesas para conceitos que não existiam na língua japonesa da época. Esse processo é comparável ao empréstimo de palavras de origem latina pelo português."sem"

"Kun'yomi" (leitura japonesa)

A leitura kun'yomi (訓読み), ou "leitura nativa", é baseada na pronúncia de uma palavra originariamente japonesa, ou "yamatokotoba" (大和言葉), que se aproximava do significado do caractere chinês na época em que este foi introduzido. Assim como o on'yomi, pode haver várias leituras kun'yomi para um mesmo kanji, ou até mesmo nenhuma.
Por exemplo, o kanji para leste, 東, apresenta on'yomi "tõ". Mas, a língua japonesa já tinha duas palavras para "leste": "higashi" e "azuma". Desse modo, ao caractere kanji 東 foram adicionadas essas duas pronúncias. Já o kanji 寸, que denota uma unidade de medida chinesa (aproximadamente 3cm), não tinha nenhum equivalente na língua japonesa, por isso tem apenas uma leitura on'yomi: "

Quando usar cada leitura

Mesmo palavras com conceitos similares, como "leste" (東), "norte" (北) e "nordeste"(東北), podem ter leituras completamente diferentes: "higashi" e "kita", leituras "kun", são usadas nas duas primeiras, respectivamente; a terceira lê-se usando o on'yomi: "touhoku".
A principal regra para determinar a leitura e pronúncia de um kanji em um determinado contexto é que kanjis aparecendo em compostos são normalmente lidos usando o "on'yomi". Esses compostos são chamados "jukugo"(熟語) em japonês. Por exemplo, 情報 jõhõ "informação", 学校 gakkõ "escola", e 新幹線 shinkansen "trem-bala", todos seguem este padrão.
Kanjis que aparecem isolados -- ou seja, escritos adjacentes a kana somente, não a outros kanjis -- são normalmente lidos usando seu "kun'yomi". Juntos ao seu okurigana, caso o possuam, eles normalmente funcionam como um substantivo ou como um verbo ou adjetivo flexionados. Por exemplo: 月 tsuki "lua", 情け nasake "simpatia", 赤い akai "vermelho" (adj), 新しい atarashii "novo", 見る miru "ver".
Há um terceiro tipo de leitura, na qual os kanjis são lidos pelo significado conjunto, ignorando-se as pronúncias "on" e "kun" de cada um deles isoladamente. Como um exemplo, veja a palavra para "adulto", que é 大人, que consiste dos kanjis 大 (grande) e 人 (pessoa). Contudo, a leitura não é "daijin" nem "oohito" como poderia se esperar das leituras "on" e "kun", mas sim "otona", pois essa é a palavra japonesa para "adulto".
Um outro exemplo é 明後日, que consiste de 明("amanhã") + 後(depois) + 日(dia), ou seja "dia depois de amanhã". Existe a leitura "myogonichi", que é feita pelos caracteres, mas o composto também pode ser lido como "asatte", que significa "depois de amanhã" mas não está relacionado às pronúncias dos kanjis individuais. 

Quando não usar kanjis

Apesar de existirem kanjis para quase todas as palavras da língua japonesa, muitas vezes não é comum escrever certas palavras em Kanji. Isso se deve ao fato do kanji daquela palavra ser muito complicado para o uso corriqueiro, ou quando a palavra é de uso tão comum que já se tornou mais prático sempre escrevê-la em kana.
Por exemplo, os pronomes これ, それ, あれ ("kore" - isto, "sore" - isso, "are" - aquilo) todos têm kanjis correspondentes, (此れ, 其れ, 彼れ) mas quase nunca são utilizados (por uma questão de praticidade, e um caso especial ocorre com pronomes "a" (あれ, あの, etc.): o kanji utilizado para formá-los é "彼". Portanto, se escrevermos あの ("ano" - aquele(a)) com kanji (彼の) surge a ambigüidade de sentidos, com o aparecimento da denotação "kareno" - que significa "dele". Exemplo:
彼の林檎は迚も美味しい。 - Denotações: "a maçã dele é muito saborosa" e "aquela maçã é muito saborosa"
Por isso, neste caso, é preferível utilizar o kanji 彼 quando se referir que algo é "dele". O mesmo ocorre com verbos de uso frequente como ある e いる e する, cujos kanjis são, respectivamente 有る ou 在る (conforme o sentido), 居る e 為る. A maioria das preposições e muitos advérbios são escritos em kana, apesar de terem kanjis. O caso do verbo ある é que se dejejarmos expressar os verbos "haver", "possuir" e "existir", todos para seres inanimados, utiliza-se 有る. Mas para "localizar-se em", é mais adequado 在る.